Narrado em terceira pessoa, mas com foco emocional nos dois
A mansão Volkov nunca esteve tão iluminada. O jardim inteiro parecia flutuar sob as luzes quentes penduradas entre as árvores, as mesas enfeitadas com flores brancas e douradas, uma pequena orquestra tocando suave no fundo, e convidados importantes circulando entre taças e risadas.
Mas Dimitri não estava olhando para nada disso.
Ele só tinha olhos para ela.
Anya surgia ao final do corredor iluminado, usando um vestido branco simples, elegante, flutuando como se nem tocasse o chão. O cabelo loiro preso com pequenos cristais. O sorriso leve, amoroso — o mesmo sorriso que, dez anos atrás, tinha salvado a alma dele sem que ela percebesse.
Ao lado deles, Maksim — agora com nove anos — segurava as alianças com o peito estufado de orgulho. Ele era a mistura perfeita dos dois: o temperamento calmo da mãe e a intensidade silenciosa do pai.
Quando Anya parou diante dele, Dimitri sentiu o mesmo impacto do primeiro dia.
A me