Maksim
Acordei antes do amanhecer.
Antonella ainda dormia ao meu lado, exausta. Levantei com cuidado, porque Lorena estava no quarto ao lado, e eu não queria fazer barulho. A casa precisava permanecer em silêncio. Qualquer movimento brusco acabaria acordando a menina — e, consequentemente, Antonella.
Fiquei alguns segundos parado no corredor, observando a porta fechada do quarto de Lorena, antes de seguir para o banheiro. Era ali que a realidade sempre me atingia com mais força: eu não protegia apenas uma mulher. Eu protegia uma mãe e a filha dela.
Queria esperar Antonella acordar. Queria tomar café com ela, conversar, fingir por alguns minutos que o mundo lá fora não estava desmoronando. Mas o telefone vibrava sem parar sobre a mesa. Mensagens sucessivas de Lev. Muitas. Insistentes demais para serem ignoradas.
Lev não era um homem de alarmes falsos.
Tomei um banho rápido, me vesti e saí de casa em silêncio. No caminho até o ponto de reunião, pensei no quanto tudo tinha mudado em pouc