Narrado por Anya Petrova
Acordei com o silêncio.
Pela primeira vez em dias, a cama parecia maior do que o normal. O espaço ao meu lado estava frio, vazio, como se Dmitri nunca tivesse deitado ali. Passei a mão pelo lençol, sentindo apenas o tecido gelado, e uma pontada de incômodo tomou conta de mim. Não sabia se era alívio ou decepção.
Levantei devagar, o corpo ainda marcado pela noite anterior, e fui até o espelho. Me olhei: cabelos soltos em desalinho, olhos um pouco vermelhos, boca inchada.