A mansão dos Smirnova em Roma estava em silêncio. Um silêncio denso, pesado, daqueles que antecedem tempestade.
Catarina caminhava de um lado para o outro na sala, as mãos trêmulas, o olhar perdido. Desde que o pai voltara do encontro com Don Marcello, ela sentia que algo estava prestes a explodir.
Quando Yakov entrou, o som da porta batendo fez o corpo dela estremecer.
Ele caminhou até o centro da sala com passos firmes, o rosto endurecido e os olhos incendiados de ódio.
Yakov: — COMO ELE SOUBE?!
A voz dele cortou o ar como um tiro. Catarina recuou um passo, assustada.
Catarina: — Quem… quem soube, pai?
Yakov se aproximou de um jeito que a fez recuar até encostar na parede.
O olhar dele estava cheio de raiva e desprezo.
Yakov: — DIMITRI, MALDITA!
Como aquele desgraçado ficou sabendo do casamento?
Você falou com ele? Você mandou mensagem?
Catarina balançou a cabeça, desesperada.
Catarina: — Não! Eu juro que não! Eu nem sei como ele poderia saber!
O tapa veio seco. Um estalo forte que