Narrado por Catarina Smirnova
Meu rosto ainda ardia.
Cada vez que o vento da madrugada tocava minha pele, eu lembrava do tapa.
O gosto de sangue ainda estava na minha boca, e o eco da voz do meu pai… ainda rodava dentro da minha cabeça como uma maldição.
“Você vai se casar com Marcello.”
Essas palavras não saíam da minha mente.
Eu sabia o que aquilo significava.
Não era só um casamento. Era uma sentença.
E eu não ia cumprir.
Levantei da cama com o coração disparado.
A mansão estava em silêncio