Narrado por Anya Petrova
A noite já tinha se alongado em silêncio. Cada um no seu quarto. Eu estava deitada na cama, a camisola leve, mas o corpo inquieto. As amigas haviam ido embora, e mesmo cercada de luxo, eu sentia um vazio estranho. Talvez fosse o peso da mansão grande demais para alguém que, até pouco tempo atrás, vivia em um apartamento modesto. Talvez fosse a ausência do barulho familiar da escola, das crianças, dos corredores cheios de vida.
Ou talvez fosse simplesmente a sensação de