Narrado por Don Marcello
Catarina Smirnova está na Rússia, hospedada na mansão do tal Mikhail, casada por necessidade. A frase queimou meu orgulho como ácido.
Não há pior humilhação para um homem do que ver o que lhe pertence usado como troféu nas mãos do inimigo. Volkov quis gritar ao mundo sua vitória — e eu não aceito palhaçadas no meu terreno.
Chamei Rossi. Pedi o relatório consolidado. Não precisava de fotos para confirmar que ela estava lá; queria as rotas, o esquema de segurança, os horários de troca de turno, pontos cegos. Informação é arma. Informação bem usada é morte sem desordem.
Rossi trouxe o tablet com tudo mapeado: câmeras, rotas de serviço, logs de entrada, o padrão de entregas. A casa de Mikhail é sólida — muro alto, câmeras, guardas em turnos — mas toda fortaleza tem uma costura mal feita. A estrada secundária atrás do jardim era o segredo mais óbvio — sempre é.
Marcello: — Quero vigilância total. Homem meu em cada ponto cego. Sem ruído, sem pirotecnia. Quero saber