A manhã chegou sem urgência e isso, por si só, já parecia estranho. Durante tanto tempo, cada novo dia vinha carregado de ameaça, de movimento, de reação. Mas agora… havia um intervalo. Não exatamente paz, ainda não, mas espaço e esse espaço começou a revelar o que ficou.
Na sala principal, Lorenzo observava o jardim através da janela. O olhar não estava perdido, estava processando.
Adrian entrou em silêncio.
— Dormiu?
Lorenzo soltou um leve ar pelo nariz.
— Não muito.
Adrian assentiu.
— Normal