Antônio
Eu não sei o que fazer. Me sinto como aquela criança que ficou para trás, aquele menino machucado, tão impotente quanto naquela época.
Essa mulher em meus braços é inocente. Eu nunca na minha vida machuquei um inocente, sequer imaginei que um dia o faria. Sinto que minha cabeça vai explodir. Tenho vontade de explodir com um tiro. Só assim abafaria seus gritos de dor tão fortes ao ponto de escapar da mordaça.
Eu marquei essa mulher, não só fisicamente. Eu lhe mostrei o medo, a impotência