Antony
Ela hesita, os braços cruzados, mas abre a porta, deixando-me passar. O quarto é um refúgio quente, com o cheiro de camomila pairando no ar, o notebook aberto na cama, a tela brilhando, e uma xícara de chá vazia na mesinha. Sento-me na ponta da cama, e ela se encosta na cômoda, o olhar cauteloso, mas com um brilho que não esconde o que sente.
— Estou organizando uma bandeja de frutas para você — digo, tentando manter a leveza, mas o peso do dia e a presença dela me deixam no limite. — Nã