Antony
Ela hesita, os braços cruzados, mas abre a porta, deixando-me passar. O quarto é um refúgio quente, com o cheiro de camomila pairando no ar, o notebook aberto na cama, a tela brilhando, e uma xícara de chá vazia na mesinha. Sento-me na ponta da cama, e ela se encosta na cômoda, o olhar cauteloso, mas com um brilho que não esconde o que sente.
— Estou organizando uma bandeja de frutas para você — digo, tentando manter a leveza, mas o peso do dia e a presença dela me deixam no limite. — Não sei como você está aguentando isso tudo, mas... queria falar do bebê. Já pensou em nomes?
Ela pisca, surpresa, e um sorriso tímido surge, suavizando o rosto.
— Nomes? — repete, ajustando os óculos, o sotaque brasileiro suave e quente na voz. — Não sei, Antony . Talvez algo simples... Clara, se for menina. Ou Miguel, se for menino.
— Clara Capell soa bem — digo, com um meio sorriso, o nome ecoando certo na minha cabeça. — Mas Miguel? Talvez algo mais... texano. Que tal Luke?
Ela ri, o som leve