Mundo de ficçãoIniciar sessãoNa pequena cidade de Rust, com pouco mais de 20.000 habitantes, vive nas densas florestas, criaturas escuras só lembradas em contos de fadas. O destino da cidade está comprometido quando Kate Hamilton retorna à cidade, potencialmente colocando toda a matilha de Grety em perigo.
Ler maisA luz vermelha explodiu pela última vez, tão forte que cegou todos os que estavam perto, e então... apagou-se de vez, desaparecendo como se nunca tivesse existido. O silêncio que se seguiu foi o mais pesado e doloroso que já havia pairado sobre a clareira de Rust.Tom ficou parado no meio da cabana vazia, os braços ainda estendidos para o lugar onde segundos antes estava Kate. O ar ainda parecia vibrar com a energia da magia, mas dela... não restou nada. Nem um rastro, nem um som, nem uma marca no chão. Apenas o vazio frio e escuro. Ele respirou fundo, o peito subindo e descendo em movimentos desesperados, como se o próprio ar tivesse desaparecido.— Kate... — chamou ele, a voz saindo rouca e quebrada, ecoando pelas paredes vazias. — KATE! NÃO! VOLTA!Ele correu para o centro do cômodo, agachou-se e passou as mãos pelo chão de madeira, como se pudesse encontrá-la escondida ali, como se tudo não passasse de um truque cruel. Mas suas mãos tocaram apenas a madeira fria e áspera. Ela se f
A luz branca envolvia Kate, macia e quente, pronta para abrir o caminho de volta ao mundo dos vivos, mas ela apertou os dedos na mão de Sara, recuando com os olhos cheios de lágrimas e de uma dor que parecia não ter fim.— Não, Sara... por favor, não me leve de volta — implorou ela, a voz embargada e cheia de culpa. — Eu não posso. Eu não mereço. Olha o que aconteceu... olha tudo o que eu causei. A cidade destruída, famílias inteiras da matilha mortas, sangue derramado por todos os lados... e Theodor. O pai de Tom. Ele morreu tentando me proteger, morreu por causa da minha irmã, por causa da minha existência. Se eu não estivesse lá, se eu nunca tivesse existido, ele ainda estaria vivo. A matilha estaria inteira. Tom não carregaria essa dor de ter perdido o pai e de ter que governar sobre escombros. Toda a dor que eu sempre temia... eu finalmente trouxe para todos eles.Ela enxugou as lágrimas com as costas da mão, negando com a cabeça, o coração apertado pela certeza de que era o cent
Kate abriu os olhos de repente, inspirando fundo como se tivesse estado submersa por um tempo infinito. O primeiro contato foi frio e duro — estava deitada sobre um chão totalmente negro, liso como vidro escuro, que parecia não ter fim nem direção. Ao se sentar devagar, sentiu uma estranha sensação percorrendo todo o seu corpo: o coração batia. Batia forte, lento e ritmado, contra o peito, algo que ela não sentia há duzentos anos.Levou a mão ao peito, atônita.— Eu... não morri? — sussurrou, a voz saindo fraca, cheia de confusão. — Margareth não conseguiu selar? Ou... será que tudo deu errado?Ela olhou ao redor. Tudo era escuridão, um breu profundo que parecia engolir qualquer luz, mas de alguma forma, ela conseguia enxergar as formas ao seu redor. E então, viu-os.Alguns metros adiante, levantando-se devagar, cambaleantes e confusos, estavam Anne, James Voltres e todos os guerreiros do clã que haviam sido levados pelo feitiço. Eles olhavam para as próprias mãos, tocavam o peito, ab
Mal as palavras de ordem de Kate terminaram, Margareth ergueu ainda mais as mãos, os olhos brilhando com uma energia sobrenatural, e começou a recitar. Mas não foi só a voz dela que encheu o ambiente. De repente, como se o próprio ar tivesse ganhado vida, a voz calma, firme e antiga de Sara — a falecida protetora da família — ecoou junto com a dela, vindo de todos os lados, unindo-se à magia da bruxa como se o espírito dela estivesse ali para selar o destino que ela mesma ajudou a escrever há duzentos anos.As palavras saíam em uníssono, profundas e arrepiantes, uma língua antiga que fazia o chão de madeira tremer e as janelas balançarem com força.No instante seguinte, uma luz vermelha intensa irrompeu do círculo desenhado no chão, subindo em colunas brilhantes que iluminaram todo o interior da cabana, transformando a escuridão da noite em um dia avermelhado e sombrio. A luz não era suave; parecia feita de fogo e sangue, pulsando forte a cada sílaba recitada.Kate, que estava no cent
Último capítulo