Nunca aconteceu isso no hotel.
Heitor me conduziu pelos fundos do hotel, contornando a construção imensa e iluminada. O vento frio batia no meu rosto ainda quente de choro, e eu tentava controlar o tremor que tomava meu corpo.
Na lateral do prédio, ele abriu uma pequena porta metálica com uma chave. Ao acender a luz, revelaram-se prateleiras repletas de baldes, panos, vassouras e produtos de limpeza. Um depósito estreito, abafado, com cheiro de detergente e piso áspero.
Heitor arrastou duas cadeiras velhas que estavam encosta