A casa da tia Clarice cheirava a pão quente e a remédio de vó — cheiros que, naquele primeiro instante, me deram um estranho consolo. Clarice me recebeu com o calor simples de quem não complica o afeto: um abraço forte, mãos ásperas de trabalho e a promessa de um quarto só meu. A cidade pequena parecia suspensa no tempo; as janelas dos vizinhos lançavam luzes amareladas e os passos soavam diferente, mais lentos, mais humanos.
Hoje, Vitor tem um ano e seis meses. Zahir e eu estamos afastados há