Clara aproximou-se lentamente, os sapatos de sola macia quase não fazendo som no chão de madeira. O cabelo prateado brilhava sob as luzes da galeria, e o seu sorriso enigmático permanecia no lugar.
"Bem", disse ela, a voz neutra como a de uma jurada num tribunal. "Isso foi bastante mais interessante do que catalogar gravuras."
Isla endireitou-se. "Desculpe, Clara. Eu não queria trazer problemas para a galeria."
"Problemas?" Clara arqueou uma sobrancelha. "Minha querida, eu vendo arte. A arte é