O passado de Isla não era uma história bonita.
Começava num bosque. Sempre começava num bosque. Ela tinha oito anos, um vestido amarelo que a mãe cosera à mão, e um pai que ainda não se tinha transformado no monstro que o dinheiro criaria. Nesse bosque, ela apanhava flores silvestres. Margaridas. Papoilas.
"O meu pai era um homem bom", disse Isla, sentada no chão da cave da galeria, as costas apoiadas na parede fria. Kai estava ao seu lado, não a tocava, apenas ouvia. "Antes do dinheiro. Antes