Mundo de ficçãoIniciar sessãoMinha vida acabou. E agora estou presa aqui. Ele não vai me deixar fugir. Eu sei que não vai.
E eu... não quero ser machucada. Não suporto dor. Minha vida nunca foi perfeita, mas eu era feliz. Tinha paz. Sinto falta do restaurante. Da Stella. Da minha mãe. Enxugo as lágrimas e me levanto devagar. Estou fraca. Me sinto tonta de tanto chorar. Vou até o closet e encaro a quantidade absurda de roupas. Maldição. Odeio ser indecisa. Só escolhe alguma coisa, Alina. Por fim, escolho um vestido branco floral, na altura dos joelhos, que combinava com o meu tom de pele. Pra ser sincera, eu nem me importava com o que estava vestindo. Só queria sair daqui. Calcei uma sapatilha cor pêssego e saí do quarto. Uau. Esse lugar é enorme e, pelo estilo da decoração, caríssimo. Logo de cara, vejo dois homens parados diante de uma porta, vestidos de terno e fazendo guarda. Que lugar é esse? O medo cresce dentro de mim. Gregorio é claramente perigoso, e esse lugar é muito bem protegido. Empurro uma mecha de cabelo pra trás da orelha, inquieta, enquanto caminho pelo corredor. Acabo encontrando a escada e desço, passando a mão pelo corrimão, tentando me acalmar. Ao chegar no último degrau, solto o apoio e sigo por um longo corredor. Estou tonta. Não faço ideia de onde ir. Talvez seja melhor ficar aqui até alguém me encontrar. Além disso, estou exausta. Fico ali parada por alguns minutos, admirando os detalhes sofisticados da casa, até que um homem alto entra no ambiente. Está vestido com um blazer branco e uma calça social azul-marinho. Seus olhos verdes me analisam dos pés à cabeça. Ele tem um cabelo castanho claro, quase dourado. É muito bonito. “Senhorita D’Amico?” ele pergunta, e eu apenas aceno com a cabeça. “Sou Levi, o braço direito do Gregorio. Prazer em conhecê-la.” Ele diz, e eu esboço um leve sorriso. “O chefe está te esperando. Por aqui.” Ele estende o braço, me guiando. Caminho à frente dele até o que parece ser uma cozinha — maior que o meu apartamento, diga-se de passagem. Meus olhos passeiam pelo ambiente até pousarem sobre uma bancada de mármore, onde uma mulher com uniforme de empregada arruma uma bandeja cheia de comida. Gregorio está sentado, concentrado no notebook. Ao lado dele, outro homem que eu não conhecia — e ele parecia irritado. Passo as mãos pelos meus braços, ansiosa, esperando que alguém me note. “Chefe?” Levi quebra o silêncio, e Gregorio ergue os olhos do laptop. Quando me vê, sorri de lado. “Amor, venha sentar.” Ele dá um tapinha no banco ao lado e, de cabeça baixa, caminho até ele. Assim que me sento, sua mão áspera pousa na minha coxa, fazendo com que eu olhe imediatamente para ele. “Você está deslumbrante com esse vestido, querida.” Ele elogia, seus olhos carregados de desejo me fazendo corar. “O-obrigada,” murmuro, desconfortável. Eu não gosto disso. Me tirem daqui. “Por que você não come um pouco? Depois a gente conversa, sim?” Ele sugere, deslizando a bandeja até mim. Concordo com a cabeça e pego o garfo. “Ah, quase esqueci. Esse é o Ryan, um dos meus homens.” Gregorio diz, e eu aceno levemente para Ryan, forçando um sorriso. “Prazer em conhecê-la, senhorita,” ele responde com educação. “E essa é a Clara, uma das empregadas. Pode procurá-la sempre que precisar de algo.” Gregorio acrescenta, agora fazendo movimentos circulares com a mão nas minhas costas, o que me deixa ainda mais desconfortável. “É um prazer conhecê-la, senhorita,” diz Clara, com um sorriso gentil. Ela tem cabelo preto curtinho e pele bronzeada. Muito bonita. “O prazer é meu. Pode me chamar de Alina.” Respondo. Ao ouvir isso, o sorriso dela se alarga. Depois que termino de comer, coloco as mãos entre as coxas. A comida estava maravilhosa. Percebo Gregorio se levantar ao notar que terminei. Ele ajeita o paletó, segura minha mão e me puxa da cozinha. Ele é tão alto. E tão forte. Me guia até uma porta de madeira escura. Empurra-a com facilidade e me arrasta pra dentro antes de fechá-la. Dou uma olhada ao redor — há uma mesa de vidro no centro e vários sofás de couro preto ao redor. O que ele vai fazer agora? Ele aponta para que eu me sente, e eu obedeço. Tranca a porta e caminha lentamente até mim, cada passo construindo uma tensão absurda no ar. “Vamos conversar, meu amor.” Ele sorri, sentando-se diante de mim e cruzando as pernas. Engulo em seco, olhando fixamente para o meu colo. O que será que ele tem em mente?






