Mundo de ficçãoIniciar sessãoUm mês depois.
Eu já fui bem melhor, me senti mais viva, Dabilla me ajudou em toda minha recuperação, me ajudou a ter forças, eu contei a ela minha história e ela me contornou a sua. Ela era da vida sim, mas porque eu preciso ficar viva, não me aconselhou a fazer o mesmo. Mas disse que madame Sari não me deixaria ficar ali sem fazer nada, eu precisaria trabalhar. Então me ofereci para cuidar da limpeza e comida da "estalagem", em troca de um quarto e comida. As coisas estavam indo muito bem, eu saia quando a "estalagem" estava cheia e voltava no intervalo de tempo que Dabilla me ensinara não havia ninguém perambulando pelo lugar Mas era difícil ali , elas gritavam muito e sinceramente pareciam estar apanhando , eu comecei a morrer de medo daquilo , então quando estava perto de abrir , eu me escondi no quarto e só abria na manhã , para cuidar de meus serviços . - Adália, Madame esta lhe chamando - Dabilla apareceu na porta do quarto, antes de sair ela me deu um abraço então eu fui. Temia por ter feito algo errado Quando entrei, tinha um senhor na sala, ele tinha cabelos brancos, a pele um tanto envelhecida e uma barriga um pouco grande. - Querida, esse é o secretário do Duque, o senhor Braun. Ele veio aqui com um pedido diretamente do Duque. - Ainda não entendia em como aquilo me interessaria. - O Duque precisa de uma nova criada, uma antiga falecera e eu lhe disse como a Estalagem da madame agora parece outro lugar, o Duque se interessou por seu capricho senhorita, ele quer que o ajude e ajude suas esposas no castelo. Será ótimo para a senhorita não acha ? _- Eu não sabia o que responder, as coisas estavam acontecendo rápido demais pra mim. -Adália, será ótimo para você querida, como será. Olha, poderá ser uma moça respeitada e quem sabe não arrumará um bom marido dentro do palácio. Aqui, logo vão te associar com as meninas e isso não seria nada bom para você querida. Aceite vamos, quem sabe não poderá dar um jeito de reencontrar sua família? Madame Sari tinha razão, se eu quisesse possuir algo em minha vida, teria de sair dali, mesmo que eu as tivesse trago para o coração, elas não eram respeitadas ali. - Deixarei que Dabilla te visite - Sorri agradecendo, logo iria dar um jeito de ajudar minha amiga a sair daqui. - Tudo bem, eu posso arrumar minhas coisas e me despedir de Dabilla. - Ela acenou a cabeça permitindo . Encontrei minha amiga costurando algumas roupas, Dabilla era de longe a melhor costureira que eu já tinha visto. Contei tudo a ela, que no início estranhou, mas depois me deu boa sorte. - Quero que voce veja uma coisa minha amiga. - Ela soltou minhas mãos sorrindo, abriu seu baú e pegou uma peça e veio me mostrar - Essa é uma das roupas que eu mais me dediquei a fazer, ela é fina e muito confortável e deixaria qualquer uma exuberante, mas tenho certeza que em você ficará melhor ainda. Quero que guarde como uma lembrança e que use em um momento especial. - Claro, muito obrigada. Guardarei com muito apreço e só usarei no momento em que eu achar digno, como pediu - olhei aquela camisola, era algo que eu nunca havia visto antes. Era bonito e parecia ser um pouco transparente, além de seu tecido suave e delicado. Guardei entre minhas coisas e me despedi de Dabilla, não nos permitimos chorar, nos veríamos em breve. Já estava no caminho do castelo, observando as ruas centrais, como eram lindas, e o castelo então. Por onde aconteceu, tudo ali emanava poder. O Secretário me informou onde dormiria e me mandou tomar um banho antes de me apresentar ao Duque. Assim o fiz, me mantive apresentável, uma serva me levou até a porta dos aposentos, bateu e depois saiu. Logo mandaram abrir e pediu que entrasse, o lugar era lindo, tudo ali emanava poder. O homem que julguei ser o Duque estava sentado com uma mulher muito linda em seu colo. -Então você é Adália. -Concordei abaixando a cabeça. - Saia Érida . - A mulher que estava em seu colo se levantou, fez uma curta reverencia e saiu, percebeu que o homem que abriu a porta saiu também e fechou. Aquilo me deu um frio na espinha, eu não deveria ficar sozinho com aquele homem. - Parece com medo, olhe para mim -Não senhor. - Disse levantando a cabeça. - O que veio fazer aqui Adália? - Se ele mesmo mandou que eu viesse, porque me pergunta para que? - Servir ao senhor e suas esposas. - Ele sorriu, um sorriso tenebroso que me assustou. - Tão ingênua, então foi isso que ganhou para não precisar te trazer a força? - Ele se levantou e em passos rápidos estava à minha frente. - Você acha mesmo que traria uma mulher tão bela quanto você, para servir chás às minhas esposas queridas. - Sua mão encostau meu rosto passando levemente e aquilo me assustava ainda mais . - Mas se não foi para servi-los, por que me chama senhor? - Me encorajei a perguntar. - Eu não lhe chamei, eu ordenei que viesse. - Engoli em seco quando suas mãos passaram em meus cabelos - Eu te comprei minha querida, te comprei .....






