02

- Não importa, se morreu é porque não seria uma escrava que preste, já imaginei, essa dai nos daria muito trabalho. - O homem que julgava ser o superior a eles conversava enquanto os outros ficavam calados, eu não estava aguentando mais segurar o ar, meus sentidos se misturavam e eu já não conseguia ouvir o que diziam, as vozes estavam ficando longe. Mas senti quando me pegaram no colo e colocaram em cima do que eu julguei ser o cavalo. Depois disso meus sentidos se foram totalmente , não ouvi , ou senti mais nada ...

O vento frio batia sob minha pele me fazendo arrepiar, aos poucos meus sentidos voltavam. Sentei abrindo os olhos lentamente, senti o cheiro de algo podre e quando olhei pro lado, não pude evitar gritar, o lugar estava cheio de corpos de pessoas mortas, o mau cheiro me dava ânsia e eu juntei todas as forças que tinham para correr dali.

Eu corri tanto que parei quando me vi numa cidade, era um lugar iluminado, um tanto alegre e a rua estava cheia de gente, a noite ainda não caiu totalmente, talvez seja por isso que estava tão movimentada.

Respirei fundo me pondo a pensar, pra casa não era uma opção voltar, eu estava muito longe, disso eu tinha certeza, e eu não podia simplesmente continuar andando de um lado pro outro naquela cidade.

Caminhei mais um pouco sentindo meus pés doerem , do outro lado tinha algumas mulheres com roupas um pouco amostradas demais para estarem na rua , por Deus , o que fazia ali , seriam mulheres da vida ?

Precisava me afastar dali, mas parecia tarde demais, quando uma delas me segurou pelo braço.

- Ei, parece cansada demais - Ela olhou nos meus olhos, parecendo procurar algo - Veio de longe querida? Rebeca Chame a madame vai.

- Vim. - Minha voz quase não saia, estava cansada demais e quase cai sobre a moça.

- Pelos Deuses, esta muito branca, venha. - Ela praticamente me arrastou, não consegui me manter de pé direito. Observei o lugar, era barulhento, mas estávamos num corredor sem movimento, a moça abriu uma porta e me ajudou a sentar em algo um pouco mais macio do que minha antiga cama. - Olha fique aqui, vou te trazer água e comida.

Ela saiu fechando a porta, eu tentei me manter de olhos abertos, não podia ficar perdendo os sentidos toda hora. Tirei os sapatos de meus pés e tentei me acomodar um pouco.

- Aqui senhora, essa é a moça. - Uma mulher mais velha e com roupas tão oferecidas quanto a da moça que me trouxe aqui se sentou na cama ao meu lado

- Ela me parece muito fraca, vamos de água para ela Dabilla. - Ela ajeitou um pouco minha cabeça e me ajudou a tomar água, depois me ajudou a comer. - Ajude-a com o banho e cuide dela, quando estiver melhor a leve até mim Dabilla.

A tal madame saiu e bateu a porta.

Depois que comi, Dabilla me ajudou a tomar banho, numa água quente e gostosa, sentindo minha carne relaxar com a água quente.

Dabilla me arrumou uma camisola de dormir e disse que se livraria dos meus "trapos", eu me acomodei na cama macia, me cobri e não demorei muito a dormir. Mas os pesadelos me atingiam, a noite não foi tão mal dormida, não me deixaria vencer por pesadelos. Eu estava bem agora não é.

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