04

"Vendida" A palavra soou em minha cabeça, como uma pancada forte me levando a realidade. Outra vez.

Engoli em seco quando sua mão desceu até meu queixo segurando firme, forçando com que eu o olhar.

O homem a minha frente tinha um olhar pesado e eu sentia meu corpo tremer com o medo que aquilo me estava passando.

Ele me analisou por alguns segundos antes de bater três palmas . A porta atrás de mim se abriu e em momento algum ele se afastou, minha garganta se contorceu com o nó que se formou.

Uma outra mulher entrou no aposento, o Duque a mediu de cima a baixo antes de dar um pequeno sorriso de soslaio.

- Quero que a leve, e prepare para mim. - Tais palavras fizeram meu estômago revirar e se a mulher não tivesse puxado meu braço para fora , com certeza em vomitaria ali dentro , como fiz alguns corredores depois .

- Pelos Deuses, esta doente. - Ela afirmou, não me disse nada, apenas me levou a um quarto. Um quarto não muito grande, mas com uma cama enorme, pude contar ao menos dois baús, uma linda penteadeira com um pequeno espelho. O carpete no chão do aposento, parecia ter sido tirado da pele de algum animal. - Venha, tem água quente no ofurô, vou separar uma roupa para a senhorita e não quero que saia do quarto.

Eu não a contestei, isso fez com que não tivesse que me apresentar ao homem deplorável que me roubou, o Duque poderia ter traços de um homem bem apessoado, mas isso sumiu quando as palavras saíram de sua boca.

Tirei minhas vestes e entrei na água quente, fiquei sentado por algum tempo e não pude deixar de me assustar quando uma mulher apareceu.

- Tenho ordens para ajudá-la com o banho. - Não disse mais nada, deixei que me ajudesse, ela me ajudou também a me vestir e logo em seguida pentear os cabelos. -A senhorita é muito bonita, beleza digna de princesas. -O que adiantaria, pensei. Eu não passei de mais uma compra, minha beleza não serviu para me ajudar, mas sim para acharem que algumas moedas os fariam meus donos.

A mulher foi apresentada como Naná, ela era jovem, tinha cabelos negros presos num coque aparentemente apertado. Suas roupas eram de panos finos mas bem comportados, já os meus eram um pouco mais ousados ​​me fazendo sentir-me quase nua, meus cabelos eram solteiros e levemente ondulados.

- O duque ainda quer que eu vá até ele ? - Perguntei assim que me lembrei, desejei que não, desejei que ele tivesse encontrado algo que o distraísse ao ponto de ele esquecer de minha presença.

-Não, eu disse ao Duque que passou mau ao caminho do quarto e que agora sente febre, o senhor Hoffmann morre de medo de doenças. - Eu queria saber porque ela mentiu, eu não senti febre, mas não ousei discutir tal assunto. Ela poderia pensar que eu queria o ver e diria a ele que eu já estava bem, então descartei qualquer pergunta.

Me mantive calada nas próximas horas observando aquele quarto , tudo nele era algo que eu não era acostumada, a cama era tão macia que eu poderia me agarrar ali e não sair nunca mais , porem tudo ali me fizera pensar em toda minha vida , em tudo que passei e senti em tão pouco tempo

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