44. A linha do coração
Cillian
Observei Emilly entrando na mansão ainda sentado no banco do motorista. Respirei fundo, apertando o volante com minhas mãos.
Mesmo tendo calçado novamente as luvas, a sensação de tocar sua pele, a maciez dos seus fios de cabelo, o seu perfume. Tudo parecia impregnado em mim.
Desviei o olhar, fechando os olhos na tentativa de controlar meus batimentos cardíacos.
Isso não pode acontecer comigo! Eu não posso me apaixonar por ela!
Mas ao lembrar do desespero diante da sua reação eu não tinha como negar, o que eu sentia não era apenas desejo.
O desejo é controlável.
O desejo eu consigo extravasar com outras mulheres.
Esse sentimento não. E se alguém descobrir, eu sou um homem morto!
Voltei a olhar na direção da porta. Emilly não estava mais ali, eu já estava seguro. Peguei um cigarro no bolso interno do paletó, o levando até os lábios.
Fechei os olhos na primeira tragada, sentindo o calor começar a clarear minha mente. Soltei a fumaça devagar pensando no que eu poderia fazer a seg