23. Marcas invisiveis

Emilly

Abri os olhos subitamente, sentindo meu coração acelerado e o suor frio escorrendo pela minha pele.

O som dos gritos por misericórdia ecoava de maneira seca em meus ouvidos em mais uma droga de pesadelo.

Fechei os olhos, tentando normalizar minha respiração, notando o céu clareando do lado de fora.

Pelo menos hoje eu consegui dormir um pouco.

Eu me levantei, indo até o banheiro, jogando um pouco de água no rosto.

Quando isso vai acabar?

Faz dias desde que Francis me levou para aquele navio, e eu ainda não consegui dormir bem. Eu me sentia segura, por saber que aquele homem não podia mais me machucar, e ainda assim, seus gritos não saiam de minha mente!

— Droga, Emilly. Você tem que ser forte! Não pode ficar assim se quiser sobreviver a essa família!

Eu me levantei, respirando fundo, decidindo me preparar para o dia. Aquele não seria um dia comum, e era assustador não saber o que me esperava.

Deixei o quarto, indo até o jardim. Normalmente eu buscava refúgio na cozinha quando
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