17. O chamado do Don
Arthur
O vento atingia meu rosto enquanto eu guiava meu Corvette conversível pelas ruas de Pasadena. Já era quase hora do almoço de domingo, e se eu me ausentar em mais uma das reuniões de meu pai, ele provavelmente mandaria um de seus capangas me buscar pessoalmente.
Mas para falar a verdade, visitá-los seria bom para distrair minha mente de tudo o que tinha acontecido naquele fim de semana. Depois de tudo o que aconteceu, era bom que Margareth soubesse que me devia um favor dos grandes.
O portão ornamental ladeado por altos muros surgiram em meu campo de visão, e não demorou até que fosse aberto para mim.
Cumprimentei Santino, um dos soldados de meu pai com um breve acenar de cabeça enquanto guiava meu carro até a entrada da casa.
Desembarquei do veículo, seguindo até a porta da imponente construção de pedra que abrigava minha família pelos últimos quinze anos. Eu já podia ouvir o som dos risos e conversas vindo de dentro da casa.
Abri a robusta porta dupla de madeira, caminhando