16. o peso de um sobrenome
Emilly
A luz do sol entrava pela pequena janela do quarto me despertou, eu me levantei, me sentindo atordoada, caminhando com certa dificuldade até a janela na tentativa de descobrir onde eu estava.
Eu tentava me lembrar de como fui parar naquele quarto, mas minhas lembranças estavam um completo caos.
Eu me lembrava das palavras de minha mãe, da voz e do cheiro daquele homem, e seu rosto coberto de sangue. De correr, do som de um carro se aproximando. De acordar aqui, com duas mulheres estranhas que pareciam ter medo de sequer me dirigir a palavra.
E então, Cillian Barnes surgiu.
Aquele homem era uma verdadeira incógnita para mim, ao mesmo tempo que a aura ao seu redor transmitia perigo e medo, eu me sentia segura perto dele.
E aquilo não fazia sentido algum!
Como se soubesse que eu estava pensando nele, o homem entrou no quarto após uma breve batida na porta. Ele parecia sequer considerar que poderia me pegar em uma situação constrangedora agindo daquela maneira. Mas eu estava can