O pai traíra. A mãe morrera cedo.
Isso não era apenas familiar: era ele.
Gabriel ficou imóvel, o diário tremendo em suas mãos.
O coração parecia querer sair do peito.
Sim... Fazia sentido.
Naquela época, ele também só revelara sobre a própria família e suas dores depois de cerca de seis meses conversando com “Vitória”.
E ela, ou melhor, a pessoa por trás da tela, nunca lhe dissera coitadinho, nunca se compadecera de modo superficial.
Ela o ouvira com paciência e ternura, o acolhera em silêncio,