No quarto do hospital.
Beatriz estava deitada de bruços, rabiscando alguns esboços na prancha digital, tentando recuperar firmeza na mão. Ao lado, o celular começou a tocar. Ela pegou o aparelho, olhou o visor e, com total indiferença, largou-o de volta na cama.
A ligação caiu depois de quarenta segundos. Ela imaginou que a pessoa do outro lado desistiria. Mas logo o telefone tocou de novo.
Veio a terceira, a quarta chamada… Insistentes, incansáveis, como se ele quisesse repetir as cem ligações