Eu acordo com o corpo inteiro reclamando, mas o latejar tá mais suportável que ontem. A luz da manhã entra pela janela pequena, cortina velha balançando com o ventinho fresco. Tento me mexer, apoio no cotovelo, e a costela esquerda manda um aviso afiado. Solto um “puta que pariu” baixo, mão apertando o lado.
— Ei, ei, fica quieto aí, seu teimoso!
A voz dela chega antes da imagem. Daiane aparece na porta do quarto, segurando uma bandeja improvisada com prato, copo e bule. Cabelo preso num coqu