— Amiga… — a Daiane começa, a voz mansa, mas firme. — Vocês precisam conversar.
Eu continuo sentada, os braços cruzados com força sobre o peito, como se isso fosse me proteger de alguma coisa. O Jogador tá ali, em pé, perto demais da porta, grande demais pro espaço pequeno da sala. A presença dele pesa. Sempre pesou.
— Eu não tenho nada pra conversar com ele — eu respondo, seca. — Nada.
— Tem sim — ela insiste. — Olha pra ele. Olha o estado dele. E olha pra você. Vocês tão se destruindo sem nem