Eu chego no QG voando, moto cantando pneu na curva do beco. Desligo o motor de qualquer jeito, jogo a chave pro Edy que já tá me esperando na porta, mochila preta na mão.
— Tá aqui, faixa. Duzentos mil, contado e separado.
Eu pego a mochila, sinto o peso da grana, mas nem abro. Tô inquieto pra caralho, peito apertado, mão tremendo.
O Edy me olha torto.
— Tá bolado, chefia? O que houve?
— Depois eu explico, cria. Agora me deixa.
Eu monto na moto de novo, acelero pro terreno baldio na zona norte.