O despertador nem tocou, mas eu já acordei com o cheiro de café fresco invadindo o quarto. Era cedo pra caralho, tipo seis da manhã, o sol mal nascendo lá fora, mas minha mãe já tava na cozinha batendo panela como se fosse meio-dia. Eu me espreguicei na cama, sentindo o corpo pesado da noite mal dormida — sonho atrás de sonho com o Vassoura, com ele me pegando na banheira, no sofá, na moto… Lá em baixo em chamas por ele. Meu Deus, a minha pepeca tá viciada mesmo.
— Acorda, Daiane! Hoje volta a