No corredor do centro cirúrgico, Lorena caminhava de um lado para o outro, sem conseguir parar. O nervosismo era visível. Renato não era somente seu patrão. Era o homem por quem era apaixonada havia anos, mesmo que nunca tivesse tido coragem de assumir aquilo em voz alta.
A incerteza sobre a gravidade dos ferimentos a deixava inquieta. Não sabia o que fazer, nem que decisão tomar. Tudo parecia fora de controle, e isso a incomodava mais do que gostaria de admitir.
Por um instante, pensou em ligar para Constança e contar o que havia acontecido. Chegou a pegar o celular, mas desistiu. Tinha medo da reação de Renato ao saber que ela tomara aquela atitude sem o consentimento dele. Além disso, sabia que, se Constança aparecesse ali, seria afastada imediatamente. E aquilo, de modo algum, era algo que estava disposta a aceitar.
— Meu Deus… — murmurou, levando as mãos ao rosto. — Por favor, não deixe que nada de mal aconteça com ele.
Pedia em silêncio, quase implorando, para que Renato saísse