Ao ouvir o nome sair da boca dele, Lorena foi tomada por uma raiva tão intensa que fechou os punhos no mesmo instante. A feição suave se desfez, dando lugar a algo frio e perturbador, quase assustador. Por um breve segundo, deixou escapar o que realmente sentia, antes de se recompor, como se nada tivesse acontecido.
— Não… — disse apressada, aproximando-se da cama. — Sou eu, Lorena. Você está no hospital. Foi tudo muito grave, mas agora está seguro.
Renato piscou algumas vezes, tentando focar. O olhar passeou pelo quarto, pelos aparelhos, pelo soro preso ao braço. A confusão era evidente.
— Onde… — tentou falar, mesmo com a voz fraca. — Onde ela está?
Lorena engoliu em seco.
— Você passou por uma cirurgia — explicou, ignorando a pergunta. — Perdeu muito sangue. Precisa ficar calmo.
Ele respirou com dificuldade e fechou os olhos por um instante. Quando voltou a abri-los, o olhar parecia mais lúcido.
— A Sara… — insistiu. — Onde ela está?
O silêncio de Lorena durou um segundo a mais do