Aproximando-se do carro de Renato, Sara parou por um instante para observar o estado em que o veículo havia ficado. A lataria estava marcada por vários tiros. Não precisou pensar muito para entender: se todas aquelas balas haviam sido disparadas contra ele, alguém realmente queria vê-lo morto.
Abriu a porta devagar.
No banco, havia estilhaços de vidro espalhados, misturados ao sangue de Renato. O cheiro metálico ainda estava ali, forte demais. Mais uma vez, sua mente voltou para ele, para o modo como o encontrou, ferido e quase sem forças.
Renato sempre pareceu inabalável. Forte. No controle. Vê-lo naquela condição, tão vulnerável, não combinava com a imagem que tinha dele.
— Meu Deus… ele não merece isso — sussurrou, sentindo o peito apertar.
Pensou em quem poderia ter feito aquilo contra ele e, no mesmo instante, a imagem de Raquel e Alessandro surgiu em sua mente. O corpo se arrepiou inteiro, como se tivesse sido atravessado por um aviso.
— Não… — murmurou, sentindo um frio percorr