Os dias que se seguiram fizeram com que Sara se mantivesse quase o tempo todo em seu quarto. Sem os óculos, era impossível sair dali ou tentar fazer qualquer coisa sozinha. Além disso, ela queria evitar a todo custo se deparar com Constança pela casa.
Ficar trancada naquele quarto deixava seus pensamentos acelerados, principalmente quando se lembrava da proposta que Renato havia lhe feito. Não que estivesse dividida — ela não tinha intenção alguma de aceitar aquilo —, mas a ideia de voltar para casa e retomar a mesma vida de antes a incomodava profundamente. Por mais que não admitisse em voz alta, ela não queria voltar.
Uma batida soou na porta, seguida da entrada de Odete com uma bandeja de café da manhã.
— Bom dia, Sara. Como está?
— Que bom te ver, Odete — disse ela, sorridente.
Já fazia alguns dias que não via aquela senhora por ali, já que outra funcionária vinha trazendo suas refeições.
— Também fico feliz em vê-la bem… longe daquele lugar — respondeu Odete, enquanto arrumava a