Sentindo o olhar ameaçador que ele lhe lançava, Lorena nem esperou que ele dissesse mais nada. Somente começou.
— Renato, eu posso explicar — disse, se aproximando da cama com o olhar assustado.
— Eu não quero as suas explicações — ele respondeu depressa. — Você sabe muito bem como eu sou. Se quer viver na mentira, siga em frente, mas não me envolva mais nisso.
— Eu só pensei no seu bem! — ela rebateu, já com os olhos cheios de lágrimas.
— Pare de dizer que faz as coisas pensando em mim! — ele gritou, nervoso. — Se pensasse realmente em mim, não mentiria.
Sem entender o que estava se passando entre eles, Sara apenas escutava a conversa, sentindo-se no olho do furacão.
— Não grite comigo como se eu fosse a errada da história — ela continuou. — Quando digo que me preocupo com você, estou sendo sincera. Eu só fiz isso porque achei que a minha presença era mais importante do que a dessa mulher, que nem sequer faz parte da sua vida — disse, apontando para Sara.
— Meça suas palavras agora m