A expressão fria que se formou no rosto dele fez Sara engolir em seco, tomada pelo medo. Ela não entendeu o motivo daquela reação tão inesperada.
— Não foi nada — explicou, tentando soar tranquila. — Fui eu que me machuquei sozinha.
Mas, pelo olhar dele, ficou claro que ele não parecia nem um pouco satisfeito com a resposta.
Renato se afastou um pouco e ligou a luz do quarto, iluminando todo o ambiente. No mesmo instante, voltou a atenção para o corpo dela e para os pequenos cortes que ainda cicatrizavam em sua pele.
— Como se feriu assim? — perguntou, sério, passando a mão pelos pequenos cortes.
Ela o encarou com os olhos ainda assustados, mas decidiu contar a verdade.
— Isso aconteceu quando entrei em seu carro — confessou, vendo linhas de expressão se formarem na testa dele.
— Como assim?
— Você não se lembra? — questionou.
Renato parou, pensou um pouco no que ela estava dizendo, mas nada lhe veio à memória.
— Não, eu não me lembro de nada.
Tentando manter a calma, ela respirou fun