Depois de todos aqueles conselhos, Sara percebeu que precisava se esforçar mais ali. Estava mesmo vivendo como uma mosca morta naquela casa. E entendeu que, se não se posicionasse, acabaria vivendo do mesmo jeito que viveu na casa dos pais.
Depois do almoço, ficou mais um tempo no quarto, tentando criar coragem para sair dali e voltar para o quarto de Renato.
Com as mãos tremendo, tocou a maçaneta da porta que dava acesso ao quarto dele. Mas, antes de abrir, se inclinou e tentou espiar pelo buraco da fechadura, só para ter certeza de que não havia ninguém lá dentro além dele.
Tendo o silêncio como resposta, girou a maçaneta e abriu a porta.
O quarto estava escuro, com apenas o barulho discreto do ar-condicionado ligado. Ela entrou devagar, quase sem fazer som, e logo notou que Renato estava deitado na cama, dormindo.
Respirando fundo, se aproximou da cama com cuidado, como se qualquer barulho fosse capaz de acordá-lo.
Renato estava diferente dormindo. O semblante dele parecia calmo, s