O café da manhã estava servido, e a mesa impecável parecia um contraste cruel ao turbilhão interno de Helena. As louças alinhadas, o aroma do café fresco e a tranquilidade da cozinha só faziam o silêncio entre ela e Eduardo parecer ainda mais ensurdecedor.
Helena girava a colher na xícara de chá, sem vontade de beber. Seus pensamentos eram uma tempestade. Ela tentava, em vão, encaixar as peças daquela noite confusa, enquanto o vazio que Eduardo deixara com suas palavras frias continuava latej