Do outro lado da linha, o silêncio se quebrou na hora. Aquele timbre, grave e ao mesmo tempo sereno, me envolveu como se fosse um abraço.
— Leandra… — Gael disse, e só o jeito como ele pronunciou meu nome já foi suficiente para aquecer o coração. — Precisei ouvir sua voz.
Sorri sem perceber, sentindo o corpo inteiro se render ao alívio daquela ligação.
— E eu a sua. — confessei. — Já estava quase dormindo, mas ainda bem que ligou.
Ele riu baixinho, aquele riso discreto que sempre me desarmava.