A primeira coisa que percebi ao acordar foi o silêncio.
Não o silêncio absoluto, inexistente em um hospital, mas aquele silêncio filtrado, quebrado apenas por sons distantes de passos no corredor, um carrinho passando ao longe, algum equipamento apitando em outro quarto. Um silêncio diferente daquele do parto. Um silêncio que não machucava. Que não pressionava.
Abri os olhos devagar.
A luz estava mais suave agora, amarelada, quase gentil. Levei alguns segundos para lembrar onde estava, até que