Leandra não me deu escolha.
Antes que eu pudesse formular qualquer resposta, qualquer fuga elegante ou silenciosa como eu vinha fazendo desde a noite anterior, ela segurou meu braço com firmeza. Não foi agressivo. Foi decidido. Daquele tipo de toque que não pede permissão porque já sabe a resposta.
— Vem — ela disse, baixa, mas carregada de autoridade.
Os meninos nos olhavam atentos, percebendo que algo sério estava acontecendo, mesmo sem entender exatamente o quê. Leandra se abaixou um pouco, o rosto suavizando instantaneamente quando falou com eles como se tivesse dois interruptores internos, um para a guerra e outro para o amor.
— A mamãe e o papai já voltam, tá? — disse, sorrindo. — Fiquem aqui, comportados.
— Pode brincar? — um deles perguntou.
— Pode — ela respondeu, beijando o topo da cabeça dele. — Só não aprontem.
Eles assentiram em coro.
E então ela me empurrou.
Literalmente.
Não com força suficiente para me derrubar, mas o bastante para me tirar da sala de jantar e me condu