Gael Lubianco
A arte de ser pai, descobri com o tempo, é entender quando insistir e quando apenas seguir o fluxo. Naquela noite, enquanto eu dirigia pelas ruas iluminadas da Flórida com meus filhos debatendo sobre batatas, hambúrgueres e “coisas gigantes” no banco de trás, percebi que seguir o fluxo era a única opção possível.
Leandra, ao meu lado, estava com aquela expressão cansada demais para disfarçar, mas feliz demais para reclamar. Os dedos dela permaneciam entrelaçados nos meus enquanto eu guiava o carro, e por mais simples que fosse aquele gesto, carregava uma sensação profunda de completude.
— Então… qual vai ser, senhores? — perguntei, levantando um pouco a voz para competir com o entusiasmo deles.
— Batata! — anunciaram os dois, sem qualquer negociação.
— hambugão! — acrescentou Bruno, como se fosse um detalhe óbvio.
— Shake! — completou Breno.
Olhei para Leandra. Ela riu, balançando a cabeça.
— Eles vão virar fritura um dia desses.
— Quanto drama — provoquei. — A gente c