POV GABRIEL
Eu me sento à mesa e encaro Marta quando vejo o lugar vazio de Ana Clara. O prato dela, intocado, é um buraco negro na minha visão periférica.
— Ela não vai descer? — pergunto, a voz mais controlada do que a tempestade que se forma dentro de mim. Não quero que Marta perceba o nó que aperta minha garganta.
— Não, senhor. — A voz dela vem cautelosa demais, como se pisasse em ovos. — A senhora Ana Clara disse que não está com fome.
Meu maxilar trava. Não está com fome. A frase dela ecoa