Júlia Cavalcante
A luz da manhã entrava pelas imensas janelas da cobertura de Lian, não mais como um reflexo frio em um escritório de vidro, mas como um convite para o início de uma vida que eu, em meus sonhos mais audaciosos, nunca ousei desenhar. Acordar naquela cama imensa, sentindo o perfume cítrico e amadeirado de Lian nos lençóis, era a confirmação de que o pesadelo do hospital e a sombra de Logan tinham ficado para trás.
Lian não me deixou sequer colocar os pés no chão sem supervisão. E