Sabrina Duran
O cheiro da L’Éclat de madrugada sempre foi o meu momento favorito. Era o cheiro de vitória. Uma mistura de perfumes caros que ainda pairavam no ar, o rastro do gim importado e aquele aroma metálico de sucesso que só quem construiu algo importante consegue sentir. Mas naquela manhã, quando abri a porta do meu escritório, o cheiro era outro. Era o cheiro de mofo. O cheiro do passado. O cheiro de Marco na pessoa de Otávio voltando para me cobrar um preço que eu já tinha pago com j