Sabrina Duran
O espelho à minha frente não mentia: a mulher refletida ali não era mais a menina que fugia de sombras no passado, nem apenas a dona de boate que lutava para ser levada a sério. Eu estava usando um vestido de seda pura, num tom de azul tão profundo que beirava o preto, com um corte que abraçava cada curva com uma precisão cirúrgica. Sem decotes vulgares, sem brilhos excessivos. Apenas elegância crua. Minha pele brilhava sob a luz do closet, e o anel de noivado no meu dedo pareci