Augusto Vilar
O sol de terça-feira entrou pela janela do meu quarto com uma insolência que não condizia com o meu humor. Eu me sentia como um general que, após uma vitória esmagadora no campo de batalha, acorda e descobre que o inimigo, em sua agonia, resolveu envenenar os poços de água.
Abri os olhos e vi Sabrina. Ela ainda dormia, o rosto sereno, uma mecha de cabelo caindo sobre a bochecha. Por um segundo, eu quis congelar aquele momento, ignorar o mundo lá fora e fingir que as únicas leis q