Augusto Vilar
O som do martelo do juiz batendo na madeira da bancada ecoava na sala de audiências como o tiquetaque de um relógio de luxo: preciso, frio e inevitável. Ricardo estava sentado a poucos metros de mim, mas ele já não era o gigante que assombrava nossos pesadelos. Ele era uma carcaça de arrogância, murchando sob o peso de evidências que eu, Lian e uma força-tarefa de meses havíamos empilhado contra ele. O veredito de culpa não era uma questão de "se", mas de "quando". O juiz estava