Augusto Vilar
A noite de sexta-feira em São Paulo é um organismo vivo, pulsante e, na maioria das vezes, sufocante. Mas, enquanto eu manobrava o carro para fora do fluxo caótico da Marginal Pinheiros em direção à Rodovia dos Bandeirantes, o som do trânsito começou a ser substituído pelo ronco baixo e confiável do motor e pelo silêncio cúmplice que só existia entre mim e Sabrina. No console central, escondido sob alguns documentos propositalmente jogados por cima, estava a pequena caixa de velu