Julian Cedric
O ar da noite estava fresco, impregnado com o perfume do feno e da terra molhada, uma fragrância que sempre me trouxe de volta para o chão quando a vida em Paris parecia excessivamente ruidosa. Ao meu lado, Letícia caminhava com uma leveza que eu não conhecia quando a vi pela primeira vez no meu café. Naquela noite, sob a luz da lua que banhava os campos de trigo do meu vilarejo, ela brilhava com uma intensidade própria.
Eu sentia um orgulho quase insuportável no peito. Não era a