Letícia Bianchi
A noite no vilarejo não parecia real. Depois do episódio no quarto — que ainda fazia meu rosto queimar de uma mistura de vergonha e de uma eletricidade nova que eu não conseguia definir —, a ideia de ir à festa parecia um salto para fora da minha zona de conforto. Mas, ao caminhar ao lado de Julian pelas ruas de pedra iluminadas por lanternas de papel, o nervosismo deu lugar a um deslumbramento genuíno.
A praça central estava transformada. O som de um acordeão, acompanhado por